E quando o bebê não quer tomar remédio?

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"Ele não quer tomar o remédio"

Dar remédio para bebês e crianças pequenas requer paciência, ternura e convicção. Se o filho confia na mãe ou no pai, e normalmente confia, fará o que lhe for imposto. Mas não por medo e, sim, por acreditar que a decisão é a melhor para ele, por mais amarga que seja.
Por isso, na hora de ministrar um medicamento, mantenha a calma e encare a situação com a máxima naturalidade possível. E lembre-se de que a criança já está mais sensível por conta da doença.
O primeiro passo é explicar, mesmo que seu filho ainda não fale direito, que o remédio serve para sarar o dodói. Mas não adianta dizer isso da boca para fora. É preciso confiar no pediatra e acreditar que dar o medicamento é o melhor a fazer. Se tiver dúvida, o bebê vai perceber, ficará inseguro e certamente resistirá. Converse bastante com o médico.
A doença, a ida ao médico e o remédio geram estranhamento e medo na criança. Isso é natural. E os pais também se assustam. Mas, nessa hora, tente manter os nervos no lugar e transmitir ao bebê que você está ali, firme, para ajudá-lo.
Além do medo, pode acontecer de a criança rejeitar o remédio. Isso quer dizer que ela fará de tudo para não precisar sentir aquele gosto ruim. Aqui deve prevalecer a convicção de que seu filho tem de tomar o remédio para melhorar. Sempre de forma muito carinhosa, com voz doce, colo e afagos, você pode perder um tempinho para convencer o bebê a ingeri-lo. Você pode usar recursos lúdicos, como histórias fantásticas.
Quando ele tomar, dê um sorriso e demonstre sua satisfação: "Isso, muito bem, agora sim esse dodói vai embora". A recompensa afetiva é poderosa nesse tipo de situação. Mas sem estardalhaço, e nada de festinha, tem de ser algo natural, como a maioria dos compromissos de uma rotina saudável.
Se essas medidas forem insuficientes, avalie se não há um conflito de autoridade. Ninguém gosta de sair da zona de conforto, muito menos uma criança. E fazê-la tomar algo que não quer significa exercer autoridade. Quando a criança testa os limites dos pais, faz isso por instinto: "Se eles são incapazes de me impor limites, como poderão me proteger?". Ou seja, é uma lógica de animais que vivem em bando. O desafio é saber estabelecer regras e limites. De preferência, faça isso com firmeza e carinho. No caso do remédio, é preciso estar claro que a criança terá de tomar o remédio, e ponto! Como isso se dará, aí vai depender da habilidade do adulto de conduzir a situação. Em alguns casos, compensa buscar soluções alternativas, veja algumas dicas:


Bebês muito pequenos

Aqui não tem muita negociação, é preciso apenas tomar cuidados para que ele não engasgue ou cuspa o medicamento. Nunca dê o remédio com o bebê deitado. Recline-o em um ângulo de pelo menos 45 graus, apoiando a cabeça dele e deixando os braços abaixados. Procure não pingar ou espirrar o remédio diretamente na garganta ou na bochecha, mire a parte de trás da língua para evitar vômitos e cuspidas. Controle a força para não transbordar se a quantidade for excessiva. Os dispositivos para aplicação variam, podem ser conta gotas, seringas, colherzinhas com medida, colher normal, copinho e sprays. Existem até chupetas próprias para aplicação de remédios. Cada um tem seus prós e contras. Converse sobre as opções com o pediatra. Muitas vezes, tapar o narizinho do bebê com os dedos para que ele abra a boca facilita a aplicação.

 

Bebês maiores e crianças

Essa é a pior fase, e a negociação costuma ser mais difícil. Aqui o importante é jamais enganar a criança. Alguns pais tentam dar o remédio sem que o filho saiba. O problema é que, se ele descobrir ou só desconfiar, o estrago emocional será grande. É preciso ser honesto, carinhoso e firme. Para quem tem problemas mais graves, além de rever o próprio estresse diante da situação, vale a pena conversar com o pediatra. Às vezes, ele pode substituir o remédio por outro com gosto mais atraente, ou sugerir o uso de medicamentos com diferente aplicação. A seringa costuma ser bastante eficaz, mas não injete tudo de uma vez para não vazar. A colher com medida também é boa, mas não para medicamentos muito densos, que podem ficar retidos no fundo ou atrasar muito a aplicação. Para remédios com doses pequenas, como antitérmicos, a colherzinha de café é mais indicada. Já o conta-gotas facilita a aplicação de medicamentos líquidos. Para o nariz, prefira o spray. Não é o ideal, mas pergunte ao pediatra se é possível dar o remédio com alguma bebida ou comida - em muitos casos isso não é recomendável. No limite, diante de choros e escândalos, será preciso segurar o tronco, as pernas, as mãos e a cabeça da criança para a aplicação a força. Evita ao máximo chegar a esse ponto, mas, se não tiver jeito, é o que terá de ser feito, principalmente se o remédio for uma injeção.


E as vacinas

As orientações em relação à vacinação são muito parecidas. Só é preciso ficar atento às circunstâncias. O bebê pode se assustar com lugares e pessoas estranhas. Isso pode ser um problema maior do que a vacina em si. No caso de injeções, não há o que fazer, dói e a criança vai chorar. É preciso aguentar firme e ter o cuidado apenas para que a aplicação seja feita de maneira correta para não precisar repetir a operação. Para isso, segure firme a criança. Normalmente os funcionários do posto de vacinação ou das clínicas são treinados para isso.


Referências bibliográficas:
FREEMAN, J. 5 medication mistakes not to make. In: PARENTING. 2011. Disponível aqui. Acesso em: 20 dez. 2010.
WOOD, S. Medicine maneuvers. In: PARENTING. 2011. Disponível aqui. Acesso em: 20 dez. 2010.

Bom, o Davi por enquanto toma remédinho sem fazer muito escândalos, no máximo uma carinha feia rsrs

bebê, remédio

quinta 07 abril 2011 05:14 , em Artigos saúde



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